quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

Body Art

A Body Art está associada à arte conceitual(Piero Manzonni/assinatura de corpos), Dadaísmo(Tudo pode ser usado como arte/o corpo como material), Yves Klein(assinatura de corpos) e ao Minimalismo. É uma manifestação das artes visuais onde o corpo do artista é utilizado como suporte ou meio de expressão.
Os espectadores da body art vivenciam uma multiplicidade de papéis, que vão de observador passivo a voyeur, passando de participante ativo. Reações emocionais são provocadas neles por meio de obras intencionalmente distanciadas, enfadonhas, chocantes, engraçadas ou que convidam à reflexão. O corpo proporciona meios para explorar várias questões, incluindo identidade, gênero, sexualidade, doença, morte e violência.As criações vão do exibicionismo, sadomasoquista a celebrações comunitárias, do comentário social à comédia.

Algumas das criações mais perturbadoras da body art foram realizadas durante as rebeliões estudantis e os protestos pelos direitos civis relacionados à Guerra do Vietnã e a Waltergate, nos anos60 e 70.



"Fonte"(1917) de Marcel Duchamp





“Auto-retrato como fonte”(1966), do americano Bruce Nauman exerce o papel de uma homenagem à famosa “fonte” Duchamp e amplia o preceito do Duchampiano para incluir o próprio artista como obra de arte. “O verdadeiro artista é uma surpreendente fonte luminosa”.





Joseph Beuys_”Como Explicar Desenhos a uma Lebre Morta” (1965) - o artista vaga pela galeria com o rosto recoberto de mel e ouro, carregando no colo uma lebre morta com quem ele fala.





“Eu” de Marc Quinn, no qual o artista esculpi seu auto-retrato utilizando 4,5 litros de seu próprio sangue.


Marina Abramovic foi pioneira no uso da performance como uma forma de arte visual. O corpo sempre foi o seu tema e sua mídia. Explorando os limites físicos e mentais de seu ser, ela suportou a dor, a exaustão e a busca da transformação emocional e espiritual. Abramovic preocupa-se com a criação de trabalhos que ritualizem as ações simples da vida cotidiana como deitar, sentar, sonhar e pensar; com efeito, a manifestação de um único estado mental. Como membro vital de uma geração de artistas pioneiros de performance , Abramovic criou algumas das mais históricas peças iniciais e é a única que ainda fazimportantes trabalhosde longa duração.




Marina Abramovic e Ulay_ Imponderabilia, 1977




Marina Abramovic / Ulay "Relation in Space", 1976 - (Beziehung im Raum)
Performance, 58 min.



Abramovic faz elementos da sua biografia situações mentais fundamentias, dramatizando-as. O corpo dela é o seu "material" e com o espaço que ocupa, forma o seu "campo de atuação". Ela chega com frequência aos limites do física e mentalmente suportável, indo mesmo por vezes além deles. Tornou-se conhecida com uma série de performances na década de 70 do século XX nas quais se submetia propositadamente à dor física, ferindo-se repetidamente com incisões na pele ou cortando a mão com facas aguçadas.

http://www.youtube.com/watch?v=h9-HVwEbdCo



                                     






















Futurismo/Space Age


Nos anos 60 o espaço se tornou para o homem uma obsessão.Com o avanço das ciências e tecnologias a disputa se intensificou entre os Estados Unidos e a União soviética pela Guerra Fria.Se o futurismo em 1910(nas artes plásticas, música, poemas e arquitetura) se apoiava na guerra, o Futurismo de 1960 é influênciado pela corrida espacial gerada na Guerra Fria. Os dois movimentos tem em comum o príncipio de negação do passado e o olhar sempre voltado para o futuro.




Propagandas dos anos 60


Bubble Chair criada pelo designer Eero Aarnio em 1968.

O aeroporto de Los Angeles projetado pelo arquiteto Paul R, Williams em 1962 é um bom exemploda arquitetura space age.



O uniforme da comissárias da Braniff Airlines, de 1965, que tinha até capacete.


A corrida pela conquista da Lua influênciou a moda, a arte, a cultura, o pensamento da época.No final da década, em 20 de julho de 1969 a bandeira dos EUA tornou-se a primeira a ser fincada na lua.

Futurismo na Moda

Em 1964, André Courrèges modernizou o mundo da moda apresentando sua coleção “space age” em uma sala pequena, toda branca, ao som insistente de tambores.Com idéias de tecnologia e viagens espaciais, propondo mulheres vestidas com roupas futuristas em materiais sintéticos, trabalhando sua cartela de cores do branco total com nuances de prata e cores flurescentes. O espírito jovem da época ficou imortalizado nas suas "moon girls".


O estilo Cosmonauta fez de Courreèges o costureiro mais copiado da década.

O fotógrafo Peter Knapp transformava a moda de Courrèges em fotografias "em movimento".

No Brasil, modelitos Courréges na revista Manequim.


Paco Rabanne criou trajes inteiros juntando pequenos componentes de plástico e metal. Lantejoulas e discos de metal brilhantes eram juntados por anéis de metal partidos nos trajes de noite, enquanto os vestidos de dia eram compostos de segmentos de couropresos nos cantos com rebites de latão. A modelagem era rudimentar, Rabanne usava cortadores e alicates na sua cosntrução e os trajes não ofereciam conforto.



Vestido de noite e de Cocktail de placas baças e transparentes, que graças à luz artificial, brilham com cores diferentes.




Brincos criados em 1965 - Foto: Livro Paco Rabanne


Vestido com capuz, 1967

Para dar a aparência de nudez, as roupas eram usadas sobre malhas inteiriças cor de pele.Os modelos de Rabanne tornaram-se objeto de culto no final da década de 1960, quando foram vestidos por Peggy Moffitt e Donayale Luna.Os seus vestidos futuristas de metal haviam adquirido, nos anos 60, o mesmo significado para o showbusiness que os vestidos de cetim brancos para as sereias de Hollywood, nos anos 30

Em 1964, os experimentos de Pierre Cardin com odelos ultramodernos colocaram-no firmemente no movimento futurista da moda. Cardin era fascinado pela exploração interplanetária, e a primeira caminhada no espaço, do astronauta major Ed White, inspirou sua coleção Cosmo, de 1965.

Capacetes criados pelo estilista Pierre Cardin



Usando e abusando de motivos geométricos, muitas vezes o estilista francês ignora a forma feminina. Ele, que foi o responsável pela intrudução do “vestido bolha” em 1954, desenvolveu um estilo unisex altamente experimental e nem sempre muito prático. Usava cores berrantes e padrões geométricos.

Pierre Cardin apresentou sua nova coleção primavera-verão 2009 em Theoule sur Mer, no sul da França. Com traços futuristas e inusitados, as modelos desfilaram chapéus arredondados e superestampados, burcas em matelassê e vestidos metalizados com aros e cores fortes.



A marca AcquaStudio por exemplo trabalhou um futurismo “a La Jetsons”, com certo artesanato origami para o verão 2010 e trouxe para a passarela uma moda festa pra lá de conceitual, com vestidos-escultura feitos sob medida e com exageros que são impossíveis de se adaptar a dia a dia até porque o simples ato de sentar é uma missão impossível na maioria dessas peças.




Branco e preto, rígido e solto,foi o modo como Gareth Pugh trabalha em sua mais recente coleção o tema inspirado na personagem Ofélia, de um romance shakespeariano.
Paris Fashion Week, Verão 2009.

Gareth Pugh e Daphne Guinness. Revista Time Out de Londres.
Filmes:



2001: Uma Odisséia no Espaço, com figurino de Hardy Amies, filme de 1968.



Barbarella (Jane Fonda), figurino de Paco Rabanne e Jacques Fonteray, filme de 1968.



Concretismo

O Concretismo surgiu na Europa, por volta de 1917, e foi uma tentativa de se criar uma manifestação abstrata da arte. Os artistas buscavam incorporar a arte (música, poesia, artes plásticas) às estruturas matemáticas geométricas. A intenção deste movimento concreto era desvincular o mundo artístico do natural e distinguir forma de conteúdo. Para os concretistas a arte é livre e a sua forma remete às da realidade, as poesias, por exemplo, estão cada vez mais próximas das formas arquitetônicas ou esculturais. As artes visuais não figurativas começam a ser mais evidentes, mostrando uma realidade que pode ser observada de diferentes ângulos.No Brasil o movimento foi uma experiência vanguardista, já que o Brasil encontrava-se desatualizado em relações às manifestações de arte do resto do mundo.Na década de 1950, a concepção plástica da arte chega ao Brasil através do suíço Max Bill: artista, arquiteto, designer gráfico e de interiores. Bill é o responsável por popularizar as concepções da linguagem plástica no Brasil com a Exposição Nacional de Arte Concreta, em 1956. As características gerais do concretismo na literatura são: o banimento do verso, o aproveitamento do espaço do papel, a valorização do conteúdo sonoro e visual, possibilidade de diversas leituras através de diferentes ângulos. A poesia foi o segmento mais forte desse movimento e que mais conseguiu captar e transmitir a idéia de concretismo, baseando-se muito no construtivismo russo, usando a geometria como forma de linguagem.

Artistas brasileiros do movimento concretista:


-Décio Pignatari e os irmãos Augusto e Haroldo de Campos que em 1952, lançaram o grupo e a revista “Noigandres”, divulgando uma nova forma de fazer poesia.


-Em 1963, o designer brasileiro Alexandre Wollner, formado pela Escola de Forma Da Ulm (sucessora da Bauhaus), inaugura a Escola Superior de Desenho Industrial no Rio de Janeiro e o Brasil ganha sua primeira escola de design.




Obra concretista de Luis Sacilotto

Desfile de Lino Villaventura inspirado no concretismo.

A geometria concretista da Cori

Moda e Tecnologia

A moda está diretamente ligada à renovação, à inovação, mas em um mundo em que quase tudo já foi feito antes, a tecnologia tem se tornado uma boa aliada.
Agrupar tecnologia e moda é também uma grande jogada de marketing, já que atualmente há uma busca incessante pela última moda não só de roupas, mas de acessórios, carros, computadores, móveis...
A tecnologia aparece em vários segmentos na moda, como nos tecidos inteligentes que não mancham, tecidos anti-bacterianos, roupas que emitem luz ou calor, o dry fit, tecido que permite que o suor seja "expulso", muito usado em roupas esportivas.
Está presente também na customização de acessórios de luxo, como os celulares, pen drives e computadores "trajados" de cristais swarovski. O design, a tecnologia e a moda andam juntos para agrupar funções aos objetos, incorporando funcionalidade e estética, artigos como tênis- mp3, óculos - pen drive, relógio-câmera.

Óculos-pen drive da Calvin Klein

Celular cravejado de cristais Swarovski



Tênis com mp3 acoplado
Em 2006, Alexander McQueen emocionou a platéia ao mostrar Kate Moss em um holograma, já que a modelo estava afastada das passarelas por motivos pessoais.

A Target (varejista americana com posicionamento fashion) realizou um desfile em NY aonde as modelos foram substituidas por hologramas.
Uma tecnologia de projeção fazia com as roupas desfilassem pela passarela sem que nenhuma modelo fosse necessária para vestir as roupas. O resultado ficou fantástico, como vemos no vídeo abaixo.

http://www.youtube.com/watch?v=dnVThyIBbRw

A Diesel também usou hologramas em seu desfile. "Misturando realidade com tecnologia e ficção, a apresentação –é toda inspirada no vasto espaço das profundezas do oceano –e coloca modelos reais ao lado de seres submarinos e imagens holográficas ao longo de toda a passarela. O ponto alto do desfile é quando criaturas marinhas, criadas a partir de relógios da Diesel, se transformam em modelos vestindo a coleção, que depois se transformam novamente em milhões de peixes brilhantes, fazendo com que um simples desfile de moda assuma proporções de um evento de entretenimento multimídia tecnologicamente avançado.” Por Luigi do site Filme Fashion.

http://www.youtube.com/watch?v=CCcTRjxP-Fc


Nerds

O termo nerd é um estereótipo criado para fazer referências à pessoas muito aplicadas, alunos que se dedicavam aos estudos e não ligavam para esportes. Os nerds muitas vezes eram discriminados pelos “Populares”, por seu comportamento estudioso e por suas roupas corretas demais. Um típico nerd usa óculos de grau, camisas sociais, suéteres, camisas pólo, sapato social com meia..entre outros. Porém o termo nerd nem sempre é condizente com a realidade, já que os nerds apesar de tribo urbana podem não ser tão facilmente reconhecidos. O que os une é o fascínio pela tecnologia, por jogos, por estudos..
Bill Gates é um exemplo de nerd que deu certo, e cumpre o ditado “ Os nerds de ontem, são os milionários de hoje”.
Campanha outono inverno 2009 da Lacoste.
O estilo tem sido difundido na moda, tanto para os homens quanto para as mulheres, várias marcas tem uma pegada geek e ser nerd não é mais tão antiquado quanto antes!!
Estilo Geek para mulheres, nas passarelas e nas ruas.

quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

Arte e Tecnologia


Pesquisadores e artistas independentes revolucionam o olhar tradicional com as novas formas de expressão artísticas que utilizam novos suportes. Nanotecnologia, biotecnologia, arte on-line, trabalhos colaborativos e ativismo via web são as novidades em arte e tecnologia. A grande mudança influenciada pela arte e tecnologia, é a utilização da técnica como parte da expressão artística. Atraída por muitos pesquisadores e artistas essa arte já é praticada em museus, universidades e nas ruas, possuindo muitas faces e nomes como, Net art, Web art, Internet art, mídia-arte, arte e técnica, arte e tecnologia. A Obra de Arte na Época de sua Reprodução Técnica propõe uma mudança nos conceitos da estética clássica, acreditando que a possibilidade de reprodução quase infinita das imagens altera o cerne da experiência artística. A reprodutibilidade enterraria de vez conceitos como a aura, o valor cultural e a autenticidade.


"Assim como a água, o gás e a corrente elétrica vêm de longe às nossas casas satisfazer nossas necessidades, por meio de um esforço quase nulo, assim também seremos alimentados por imagens visuais e auditivas, nascendo e evanescendo ao mínimo gesto, quase a um sinal."





Arte Conceitual

Surgiu como categoria no final da década de 60 criado por Joseph Kossuth que teve como influência as obras de Marcel Duchamp e várias obras e posturas neodadaístas. Considera o conceito/idéia mais importante que o resultado final.





Joseph Kosuth, “One and Three Chairs”, 1965

A cadeira, a fotografia da mesma cadeira e a ampliação fotográfica da definição do dicionário de uma cadeira. O artista propunha à audiência a questão: em qual das três está a verdadeira identidade da cadeira: na coisa em si, na representação ou na descrição verbal?

O termo ”arte conceitual” é usado pela primeira vez num texto de Henry Flynt, em 1961, entre as atividades do Grupo Fluxus. Nesse texto, o artista defende que os conceitos são a matéria da arte e por isso ela estaria vinculada à linguagem. O mais importante para a arte conceitual são as idéias, a execução da obra fica em segundo plano e tem pouca relevância. Além disso, caso o projeto venha a ser realizado, não há exigência de que a obra seja construída pelas mãos do artista. Ele pode muitas vezes delegar o trabalho físico a uma pessoa que tenha habilidade técnica específica. O que importa é a invenção da obra, o conceito, que é elaborado antes de sua materialização.
Boa parte da arte conceitual assume a forma de documentos, propostas escritas, filmes, vídeos, performances, fotografia, instalações, mapas ou fórmulas matemáticas. Os artistas muitas vezes usavam de modo consciente formatos visualmente desinteressantes com o intuito de focar a atenção sobre a idéia ou a mensagem central.




Piere Manzoni em maio de 1961 Manzoni defecou em 90 pequenas latas e etiquetou-as com o texto Merde d'artista ("Merda de Artista"). Sendo esta sua obra mais famosa. Nos anos seguintes ele as distribuiu a várias coleções de arte por todo o mundo e angariou diversos prêmios. Muitas latas explodiram, resultado de corrosão e de gases em expansão.



No mesmo ano ele realizou exposições de pessoas nuas com sua assinatura e ainda forneceu-lhes certificados de autenticidade. Ele também designou um pedestal de "pedestal mágico", e que quando as pessoas subissem elas se tornariam um trabalho de arte.




Moda Conceitual



Sapato-chapéu criado por Elsa Schiaparelli a partir de uma concepção Salvador Dalí ,1938
O conceito: "sapato como fetiche/ Mente alimentada pelo fetiche"



Junia Watanabe, Semana de Moda de Paris, Março 2009
Esculturas de cabelos e looks volumosos
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Paris Fashion week Spring 2008



Balenciaga by Nicolas Ghesquiere






Alexander Mcqueen




Viktor e Rolf


No Brasil...

                    Jum Nakao



                                                                               Foto: Sandra Bordin


O desfile de impacto apresentado durante o São Paulo Fashion Week 2004 (Coleção de Papel) é referência de moda conceitual. Jum Nakao casou polêmica ao levar modelos desfilando com belíssimas roupas feitas de papel que foram destruídas pelas próprias modelos no final do desfile. A idéia foi mais importante do que as próprias roupas, o conceito superou o comercial.









                                                           Fotos desfile: : Fernando Louza