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segunda-feira, 30 de novembro de 2009

Intervenções Urbanas


Já faz tempo que a arte saiu dos museus e invadiu as ruas, isso deve-se à uma necessidade de modernizar a arte, e levá-la a todo típico de público e não só ao seleto grupo, principalmente o público elitizado que tem acesso à arte. As intervenções urbanas são uma forma de colocar a arte acessível a todos, para serem vista por todos, sem que seja preciso ir até a museus ou galerias de arte.
Existem várias maneiras de disseminar a arte nas ruas, sendo mais comuns o grafitte, as instalações à céu aberto, esculturas, entre outras.
Parede grafitada em Paris, fazendo uso da apropriação da obra de Andy Warhol e estética condizente à Pop Arte.

Monalisa mergulhadora no canal Saint Martin, Paris. Influência da Pop Arte, o artista se apropriou da obra de Leonardo Da Vinci e fez uma "brincadeira" relacionando-a ao local que foi pintada.

Fontes de estética Kitsch em Paris.

Kitsch

O termo Kitsch é de origem alemã (derivad0 de "verkitschen") que é usado para classificar objetos de valor estético distorcidos e/ou exagerados, que são considerados inferiores à sua cópia existente. É um estilo marcado pela ausência de estilo, trata-se apenas de uma estética.

Coelhos gigantes em Paris feitos pelo grupo Cracking Art Group.

Vitrine de Marc Jacobs, loja Printemps em Paris.

A estética tem como fortes características a diversão, o abuso de cores e estampas, o artificial, e o uso de alegorias, diretamente ligadas a adornos, enfeites e souvenirs. Os produtos desenvolvidos são apenas cópias, que pertecem à um mundo efêmero de muito plástico e outros materiais ordinários. O Kitsch nada mais é do que uma estética que adorna a vida cotidiana e a atitude kitsch está diretamente ligada ao sentimento, ao apego e à memória.


Cadeira de Vaca, tipíca estética Kitsch.

Atualmente o Kitsch é bastante difundido, e não é mais visto como algo “brega”, está presente em vários editoriais de moda, em objetos de design e vitrines. O fotográfo David La Chapelle, é um adorador da estética kitsch e abusa das cores e ícones religiosos, além da estética artificial e over.

Capa do livro de David La Chapelle, estética Kitsch utilizando ícones religiosos.

Foto de Ana Nicole Smith por David La Chapelle.


Flamingos na vitrine da Selfrigdes em Londres.

Outra vitrine da Selfridges.

Podemos classificar como sendo Kitsch, o Natal, os anões de jardim, flamingos, bibelôs diversos, flores artificiais, souvenirs e etc! O kitsch está em todo lugar!